
Eram tantas coisas a dizer, memórias de um dia sem sol.
A vida anda balançada por aqui, há nuvens e vento lá fora pedindo pra entrar.
Surpresas chegaram com os dias, coisas da vida, corriqueiras e sagazes, sem muito assombro.
Mas eram surpresas e abriram meus olhos, me causaram espanto, trouxeram risos e receios.
Há vida em mim apesar das nuvens, mas em questão de segundos ela se esvai e entra o vento, e leva toda a vida, e leva tudo em mim.
A fragilidade sempre me foi companheira. Mas enquanto nada acontece a vida segue, caminha e desliza alegremente esses campos cômicos e assustadores da delícia de existir.
Bom dia, surpresa! Que tem a dizer hoje?
E então, que hei de fazer? Nada dá certo se faço, apenas sofro o que a vida faz por mim... E olha que ela me tem feito sorrir! Cantar ao vento, dançar na chuva, correr o tempo sem tempo pra voltar!
Deixe que a vida sabe o que é que faz!
A mim cabe apenas não perdê-la de vista e deixar coisas sem dizer, escondê-las na mente e trancar a porta, vai que as nuvens sabem girar maçaneta!